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SUS mais importante do que nunca

  • Foto do escritor: Thays Santanna
    Thays Santanna
  • 22 de mai. de 2020
  • 4 min de leitura

Atualizado: 29 de jun. de 2024

Já ouviu aquele ditado: Ruim com ele, pior sem ele? Pois bem, ele faz muito sentido quando falamos de SUS, mas no momento atual ele está sendo indispensável


Desenvolvido através da Constituição Federal de 1988, com o objetivo de exercer o direto à saúde para os cidadãos, o Sistema Único de Saúde (SUS), tem a missão de ser um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. Embora sua criação seja de total responsabilidade do estado, os desafios que estão acerca desse modelo são enormes já que o sistema não vem funcionando da forma que deveria. Entra governo, sai governo e a atenção que o SUS deveria receber não acontece, é necessário desenvolver estratégias com soluções de problemas externos e internos, em questão da gestão e do financiamento, pois a falta de recursos é gigantesca e na prática o modelo não funciona da maneira correta.


Apesar de todos os problemas o SUS proporciona um acesso coletivo sem discriminação a saúde, o que não tira o seu mérito, já que o sistema beneficia 180 milhões de brasileiros realizando anualmente 2,8 bilhões de atendimentos, com procedimentos ambulatoriais simples e complexos como transplantes de órgãos. Não se pode negar a importância que o sistema tem para a população, é muitas vezes a única alternativa de ter acesso a consultas, exames e internações. E com a chegada da pandemia sua importância ficou ainda mais nítida com a realização de testes, atendimentos e a criação do aplicativo “Coronavírus - SUS”, destinado a conscientização da população sobre a Covid-19, com um compilado de informativos sobre os sintomas, as formas de prevenção, quais medidas tomar em caso de suspeita e infecção, além de contar com um mapa com unidades de saúde próxima de onde a pessoa estiver.


Nesse contexto, as mulheres mostram sua importância em meio a pandemia. Com 84,7% só no setor de enfermagem elas lutam diariamente contra o medo do invisível. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem - Cofen, aponta que 4.602 profissionais de enfermagem foram afastados por suspeita da covid-19, enquanto 57 morreram pela doença, e dessas mortes 32 são mulheres. A falta de equipamentos nos hospitais contribui para a contaminação das equipes médicas já que o contágio acontece rapidamente. Uma entrevista realizada pelo “El país Brasil”, mostra como a situação está marcando a vida de muitas pessoas em especial a vida da técnica de enfermagem Luciana Martinez, que semanalmente passa 12 horas se dedicando aos pacientes, trabalhando em dois hospitais diferentes na linha de frente de cada um deles.


- "Medo eu tenho todos os dias, mas também tenho muito orgulho das mulheres que atuam na saúde como eu, no enfrentamento à covid-19. Fico até emocionada de falar da profissão, porque sinto que a profissão que me escolheu", diz Luciana Martinez, 42. Que semanalmente supera receio de sair, deixando sua família em casa na zona norte de São Paulo.


O maior desafio encontrado pelas equipes médicas brasileiras no combate a Covid-19 é a retirada dos equipamento de proteção, com isso muitos profissionais estão recorrendo a métodos extremos como o uso de fraldas para conseguir aguentar 6 horas seguidas sem poder usar o banheiro.


- "É muito fácil se contaminar nessa hora se você não seguir um protocolo rígido, uma ordem determinada do que tirar primeiro. O fundamental é calma e foco. Mas infelizmente não existe risco zero. Não posso deixar de ir trabalhar. O momento pede. Eu acordo e acho que estou num filme, mas tento fazer o meu melhor para que esse filme tenha final feliz. Sobre as aglomerações que acontecem na cidade mesmo com o número recorde de mortos, ela diz que “as pessoas não tem noção do que está ocorrendo no hospitais, e termina com um “fiquem em casa!”.


Brasil como país do núcleo da Covid -19 no mundo


Desde o início da pandemia no Brasil, a região sudeste é a dona do maior número de casos confirmados, com 49.481 pacientes diagnosticados com a covid-19. Logo depois vem o Nordeste, com 33.598 casos, o Norte, com 15.662, Sul, 5.792 e Centro-Oeste, 3.247. Números recentes revelam os nove estados que estão na lista de prioridades do Ministério da Saúde diante do aumento do número de óbitos. Em São Paulo foram registradas 2.654 mortes, o Rio de Janeiro 1.065, Ceará 712, Pernambuco 691, Amazonas 584, Pará 330, Maranhão 249, Bahia 141 e Espírito Santo 122. Os estados somam 6.548 mortes, ou seja, 89% dos óbitos no Brasil.


Devido às más decisões do governo brasileiro despertando atenção internacional pela forma com que o presidente lida com a situação, uma pesquisa realizada pela universidade americana, Johns Hopkins, em parceria com a faculdade de medicina de Ribeirão Preto, indica que o Brasil será o novo epicentro da Covid-19. Os dados publicados pela Wall Street Journal, indicam que serão 1,6 milhões de infecções superando a marca de 1,1 milhões de casos publicados pelo atual epicentro que é os Estados Unidos. Foi calculado que o Brasil realizou cerca de 1.600 testes por milhão de pessoas, enquanto os EUA realizam 20.200 testes por milhão e outros países europeus realizam 30.000 testes. Embora a diferença seja enorme de um para o outro o jornal revela o quanto a preocupação em relação ao aumento de casos está crescendo devido a postura do presidente Jair Bolsonaro em relação à pandemia.



Imagem: Reprodução internet


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