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Brasil: democracia em vertigem

  • Foto do escritor: Thays Santanna
    Thays Santanna
  • 8 de mai. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de jun. de 2024

O vai e vem de um mecanismo que não tem fim e a democracia está cada vez mais por um fio escorregadio

Foto: Pixabay

Desde o seu “descobrimento”, o Brasil, enfrenta graves problemas principalmente quando o assunto é política. É o país do famoso, “jeitinho brasileiro” conhecido mundo afora pelo futebol, sua extrema corrupção e escândalos. Como se não bastasse todas essas características, a pandemia mostra que as coisas sempre podem ficar piores do que já estão. Diariamente os números revelam o quanto a covid-19, representa uma grande ameaça a vida humana, mas principalmente como impacta diretamente na economia.

Esse embate está ligado a saúde e a democracia, os governos espalhados pelo mundo estão tomando decisões drásticas visando o bem estar de seu povo. E a dúvida é: O que acontece quando um governo não tem essa mesma preocupação?

O resultado é o que está estampado diariamente nos jornais e sites: a falta de preocupação e de respeito com os cidadãos brasileiros por parte do governo atual. Enquanto os números de vítimas crescem, as faltas de leitos e medidas de proteção também aumentam levando o país a se tornar um dos assuntos mais comentados pela falta de responsabilidade. O objetivo seria conter o vírus de forma segura, mas os problemas econômicos parecem ser maiores do que os sociais.


No fim de março, o ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, defendeu o adiamento das eleições com o argumento de que era necessário manter os prefeitos atuais em seus cargos até o momento de marcar um novo debate, visando a defesa da democracia além de destinar os recursos do fundo eleitoral para combater à doença. Ele acreditava que essa decisão evitaria a reprodução da pandemia em grande escala, sendo que antes da época em questão seu objetivo era ser um dos candidatos a prefeitura de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em que teve que adiar.


Auxílio ou descaso emergencial?


Destinado aos trabalhadores informais, o auxílio emergencial é um benefício que tem como objetivo proteger a população na crise gerada pela pandemia. Criado como uma das alternativas econômicas visando ajudar, o que parecia um sonho para alguns, virou pesadelo.

A caixa econômica federal, analisa os casos de cada pessoa cadastrada para aprovar ou reprovar o auxílio no valor de R$600,00 mas o sistema fica cada vez mais sobrecarregado e as pessoas que são aprovadas não conseguem retirar seu dinheiro, fazer transações ou pagamentos de contas através do aplicativo “Caixa Tem”, utilizado pelo banco.


Com isso, as pessoas precisam recorrer as unidades presenciais da Caixa, o que vem gerando filas enormes e aglomerações que deveriam ser evitados nessa situação. As maiores reclamações de quem se arrisca em frente as agências é da falta de informação sobre como conseguir o auxílio, já que muitos não possuem acesso a internet e muito menos um aparelho celular para ter o aplicativo, alguns deles foram aprovados mas o dinheiro não caiu na conta, e outros procuram regularizar os documentos para atualização do cadastro e não estão conseguindo.


Pela quantidade de pessoas que necessitam do auxílio é importante que se tenha uma estratégia para minimizar os aglomeramentos e o mal funcionamento do site e do aplicativo, é de se entender que os bancos não estão dando conta afinal são 211.479.517 milhões de brasileiros atravessando uma pandemia sem saber o que fazer, mas isso não justifica a falta de respeito e o descaso que vem acontecendo diariamente com aqueles que dependem do auxílio, precisam por comida na mesa e que trabalha muito para que o país ande, afinal é o povo que leva o país nas costas e está na hora dele honrar o suor de seu povo.




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