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Do morro para o campo

  • Foto do escritor: Thays Santanna
    Thays Santanna
  • 18 de out. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jun. de 2024

Em meio a desigualdade e a violência jovens encontram no esporte o caminho para a liberdade


Foto: Pixabay

Favela virou sinônimo de violência, e para combater esse estereótipo e tirar os meninos das ruas e becos, uma ideia surgiu e se tornou porta de entrada para o bem. Organizada pela Central única das favelas – CUFA, a Taça das Favelas se tornou o maior torneio de futebol entre comunidades. São mais de 100 mil jovens participando da competição, que tem início nas peneiras internas das comunidades até a grande final.


Seu objetivo é fazer inclusão social através do esporte, sendo uma influência positiva na realidade de crianças e jovens brasileiros, integrando moradores, fortalecendo a autoestima da juventude nas favelas. Sua primeira edição aconteceu em 2012, e, desde então, é de extrema importância para revelação de novos talentos para o futebol.


“Taça das favelas é o maior projeto social desse âmbito do futebol de base e do futebol em geral porque cede oportunidades para muitos garotos que estão inseridos em uma sociedade que infelizmente não tem nenhuma oportunidade e com isso eles ficam refém da violência e de outros problemas sociais que pode acabar tomando conta e isso liberta eles dando oportunidades que muitos outros garotos que não vivem naquela realidade tem com mais facilidade”, diz Roberto de Jesus, 21 anos ex-jogador da base do Vasco da Gama.

Com o reconhecimento de Zico, Júnior, Bebeto e Romário, o torneio ganhou mais espaço no cenário mundial, virando notícia mundo afora. Hoje se tornou um sucesso, crescendo cada vez mais o número de favelas inscritas. O CUFA oferece workshops e palestras durante o torneio, proporcionando novas experiências educacionais e culturais indo muito além do futebol dentro de campo.


“Existe um trabalho muito bem feito por trás, que cede muitos bons jogadores ao mundo, porque o brasileiro é bom de bola e esse projeto toca logo na ferida, vai em um ambiente onde as crianças não tem chance, onde existe muita gente boa e ninguém sabe, dando oportunidade não só para o jogador mais para as famílias que vê nesse jovem uma forma de mudança de vida”, diz Roberto de Jesus, 21 anos ex-jogador da base do Vasco da Gama.

Fonte: Central única das favelas – CUFA do Rio de Janeiro / Arte: Thays Sant'Anna

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